Archive for Maio, 2010

Elites

Maio 11, 2010

Elite é uma palavra quase maldita em Portugal. É associado a classe privilegiada, aqueles que estão acima dos demais, sem mérito. No entanto a origem da palavra remonta ao latim eligere  – eleger.

Assim, podemos concluir que a elite constitui um grupo social de eleitos, que normalmente assume posição de liderança relativamente à sociedade onde se insere.

Uma sociedade moderna tem sempre as suas elites. Exemplo disso são os governantes, na maioria dos caso eleitos pelos cidadãos do seu país. Espera-se que os membros dessas elites tenham a capacidade de liderança e a preparação necessárias à posição para a qual são eleitos.

De entre as elites, a elite consubstanciada numa Família Real é aquela que por natureza mais estará preparada para assumir posições de liderança de uma Nação. Isto porque o processo de sucessão dinástica incentiva (condiciona mesmo) o futuro sucessor ou conjunto de possíveis sucessores a ter uma formação específica com o objectivo de assumir a liderança do seu país. Desde a nascença o futuro descendente aprende as tarefas inerente à condição de monarca.

Dificilmente outro cidadão estará em melhores condições para liderar o país. Certamente haverá excepções, casos em que a personalidade do sucessor é de todo incompatível com o exercício de tais funções. No entanto a maioria dos Reis e Rainhas que, ao longo da história das monarquias europeias, têm estado à altura da responsabilidade.

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Mudar atitudes

Maio 9, 2010

Parece-me claro que a atitude dos cidadãos portugueses face ao seu país é consequência, por um lado, do abandono a que foram votados durante o Estado Novo e, por outro, da ideologia socialista anti pátria que foi implementada no pós-25 de Abril.
O controlo da vida do cidadão comum durante mais de 40 anos minou a capacidade de intervenção cívica em prol da comunidade. O socialismo desresponsabilizante colocou nas mãos do Estado a intervenção cívica e social.
É essencial mudar esta atitude. O nosso país só pode realmente progredir se cada português assumir a sua parte, não deixando ao Estado a responsabilidade de tudo decidir e executar. Até porque o Estado não é uma entidade abstrata: é formado por pessoas, cidadãos que sobretudo decidem e executam de acordo com as suas ideologias.

Um examplo gritante é o que se passa com educação em Portugal, que vai de mal a pior. E quem decide o rumo da educação é um ministério ideologicamente de esquerda, não permitindo que os estudantes tenham currículos alternativos, nas escolas que escolham, com autonomia pedagógica. Porque não podemos escolher? Porque é que as escolas não têm autonomia pedagógica e de contratação de professores e de admissão de alunos?
O ensino não tem que ser exclusividade do Estado. Deve ser uma actividade desenvolvida pela sociedade, através da iniciativa privada.
Escolas profissionais e especializadas em determinadas actividades económicas, permitiriam formar cidadãos úteis para a sociedade. Para que tal suceda há que mudar mentalidades, começando por derrubar o mito da universalidade do ensino padronizado. Nem todos têm que ter formação universitária clássica: os cursos médios, orientados para o desempenho de funções operacionais têm tanto valor como o ensino superior, basta pensar na variedade de actividades necessárias à vida em comunidade.

Gestão Pública

Maio 2, 2010

Quando numa empresa se pensa num projecto de investimento, calcula-se o retorno que este irá gerar e quando superará o custo inicial e os encargos de financiamento.

Num Estado deveria ser assim também. É praticamente sempre possível quantificar os efeitos que um investimento público tem na economia e finanças de uma Nação. Então porque não se faz? E se se faz, porque não se divulga? Para ser avaliado pelos cidadãos, especialistas ou não (há diversas formas de explicar o economês).

Só vejo uma de duas razões: não se faz, ou faz-se mas o retorno não supera os custos com o investimento.