Archive for the ‘Sociedade’ Category

Histeria de massas

Outubro 7, 2012

Portugal vive desde há cerca de um mês num estado de histeria colectiva. Este fenómeno é definido pelos psicólogos como “manifestação espontânea de sintomas psicológicos histéricos por mais que uma pessoa, quando  um grupo de pessoas acredita que sofre da mesma doença”.

A doença neste caso é a TSU. Todos acham que estão afectados por esta doença. Todos sabem que lhes faz mal. Todos acham que é mortal, quer aqueles mais indefesos, quer os de melhor saúde.
E não há médico que explique que tal não é doença, é parte da cura?

Estado de alma

Dezembro 29, 2010

Sair da crise, ganhar o país

Outubro 9, 2010

Para ajudar Portugal a sair da crise económica e financeira em que se encontra o PSD deve apresentar na Assembleia uma proposta de orçamento alternativo, que reduza a despesa do Estado e que simultâneamenrte dê um sinal claro de estimulo e confiança numa recuperação no futuro próximo.

Para tal deve obter previamente o apoio do CDS e do Presidente da República e preparar desde já um programa de governo, para assumir a governação assim que o PM se demita.

O programa de governo poderá não ser passível de aplicação de imediato, se o governo de iniciativa parlamentar não tiver plenos poderes até às eleições. Mas ficará claro que será esse programa que o PSD apresentará nas eleições no próximo ano.

Este programa deve ter como principal enfoque a redução estrutural do Estado na vida do país, apresentar as novas funções do Estado, as quais se deverão resumir à defesa nacional, segurança interna, finanças públicas, segurança social, justiça, administração do território e supervisão das actividades económicas. Deve ficar claro que o Estado não actuará em áreas que os privados podem assegurar essas funções: exemplo disso é a educação e a saúde. Igualmente deve privatizar todas as empresas onde o Estado ainda detém algum campital, incluíndo golden shares.Estou convencido que um plano destes é execuível. Encontrará resistências certamente, o socialismo está encrustado no pensamento e no modo de vida dos portugueses. Mas também encontrará apoio naqueles que estão desencantados com o Estado interventor na nossa vida diária. E sobretudo o país sairá vencedor.

Outubro 1, 2010

Nas próximas eleições presidenciais acrescentemos a seguinte opção ao boletim de voto: “Rei”! E uma forma de manifestarmos a nossa vontade e estou certo que se todos os monárquicos assim fizerem o nosso número de “votos” será divulgado! Passem a palavra!nas próximas eleições presidenciais acrescentemos a seguinte opção ao boletim de voto: “Rei”! E uma forma de manifestarmos a nossa vontade e estou certo que se todos os monárquicos assim fizerem o nosso número de “votos” será divulgado! Passem a palavra!

Representação democrática

Agosto 7, 2010

A pretexto das propostas de alteração da constituição apresentadas por um grupo de trabalho patrocinado pelo PSD, voltei a reflectir sobre se o leque partidário português serve a Nação.

A maioria das propostas é bastante válida, sobretudo as relativas à organização económica, procurando retirar da constituição toda a carga socialista herdada do PREC. No entanto bastou uma semana de críticas avulsas e sem fundamento, por parte daqueles que escreveram ou são seus descendentes políticos, para que o PSD viesse a terreno dizer que eram só propostas estas seriam objecto de revisão.

Quando se apresentam propostas que se supõem sérias e reflectidas, há a obrigação de as defender. Isto se facto os proponentes ou patrocinadores acreditam de facto naquilo que propõem.

A Constituição é demasiado programática. Indica qual o modelo económico que a Nação tem que adoptar. Para aqueles que discordam desta orientação socializante da vida de um país, as propostas patrocinadas pelo PSD eram um lufada de ar fresco. Mas os patrocinadores não estão à altura das propostas.

É interessante que em Portugal não há um único partido de direita! Temos um partido Socialista, um Social Democrata, o Centro Democrático Social, um Comunista e um de Esquerda. Nenhum é de direita. Tirando os obviamente de esquerda, o PSD é centro direita, o CDS também, o PS é centro esquerda.

Faz falta um partido assumidamente de direita em Portugal. Direita Liberal, que devolva (alguma vez existiu?) aos cidadãos a possibilidade de escolha do regime económico e social em que quer viver. Que defenda que o Estado deve ter apenas um papel de supervisão na vida económica. Um Estado que não seja prestador de serviços para além da defesa, segurança e administração do território.

Um partido que ponha em pé de igualdade os direitos e os deveres dos cidadãos. Hoje em dia só se reivindicam os direitos, não se evocam os deveres.

Elites

Maio 11, 2010

Elite é uma palavra quase maldita em Portugal. É associado a classe privilegiada, aqueles que estão acima dos demais, sem mérito. No entanto a origem da palavra remonta ao latim eligere  – eleger.

Assim, podemos concluir que a elite constitui um grupo social de eleitos, que normalmente assume posição de liderança relativamente à sociedade onde se insere.

Uma sociedade moderna tem sempre as suas elites. Exemplo disso são os governantes, na maioria dos caso eleitos pelos cidadãos do seu país. Espera-se que os membros dessas elites tenham a capacidade de liderança e a preparação necessárias à posição para a qual são eleitos.

De entre as elites, a elite consubstanciada numa Família Real é aquela que por natureza mais estará preparada para assumir posições de liderança de uma Nação. Isto porque o processo de sucessão dinástica incentiva (condiciona mesmo) o futuro sucessor ou conjunto de possíveis sucessores a ter uma formação específica com o objectivo de assumir a liderança do seu país. Desde a nascença o futuro descendente aprende as tarefas inerente à condição de monarca.

Dificilmente outro cidadão estará em melhores condições para liderar o país. Certamente haverá excepções, casos em que a personalidade do sucessor é de todo incompatível com o exercício de tais funções. No entanto a maioria dos Reis e Rainhas que, ao longo da história das monarquias europeias, têm estado à altura da responsabilidade.

Mudar atitudes

Maio 9, 2010

Parece-me claro que a atitude dos cidadãos portugueses face ao seu país é consequência, por um lado, do abandono a que foram votados durante o Estado Novo e, por outro, da ideologia socialista anti pátria que foi implementada no pós-25 de Abril.
O controlo da vida do cidadão comum durante mais de 40 anos minou a capacidade de intervenção cívica em prol da comunidade. O socialismo desresponsabilizante colocou nas mãos do Estado a intervenção cívica e social.
É essencial mudar esta atitude. O nosso país só pode realmente progredir se cada português assumir a sua parte, não deixando ao Estado a responsabilidade de tudo decidir e executar. Até porque o Estado não é uma entidade abstrata: é formado por pessoas, cidadãos que sobretudo decidem e executam de acordo com as suas ideologias.

Um examplo gritante é o que se passa com educação em Portugal, que vai de mal a pior. E quem decide o rumo da educação é um ministério ideologicamente de esquerda, não permitindo que os estudantes tenham currículos alternativos, nas escolas que escolham, com autonomia pedagógica. Porque não podemos escolher? Porque é que as escolas não têm autonomia pedagógica e de contratação de professores e de admissão de alunos?
O ensino não tem que ser exclusividade do Estado. Deve ser uma actividade desenvolvida pela sociedade, através da iniciativa privada.
Escolas profissionais e especializadas em determinadas actividades económicas, permitiriam formar cidadãos úteis para a sociedade. Para que tal suceda há que mudar mentalidades, começando por derrubar o mito da universalidade do ensino padronizado. Nem todos têm que ter formação universitária clássica: os cursos médios, orientados para o desempenho de funções operacionais têm tanto valor como o ensino superior, basta pensar na variedade de actividades necessárias à vida em comunidade.

Libertar o Futuro

Fevereiro 17, 2010

O sentimento geral dos portugueses é que o País é mal governado. Há um descrédito geral nos políticos e na política. A cada acto eleitoral sobe a abstenção.
Inúmeros diagnósticos foram já feitos, culpados apontados, decisões e orientações políticas erradas identificadas.

Chegou a altura de propor um novo rumo. Um rumo materializado num programa político de governo que seja idealizado por um número alargado de cidadãos preocupados com o futuro do nosso País. Um programa partilhado, fruto da contribuição colectiva, mas coerente e exequível.

Este blogue foi criado com esse objectivo. Juntar o contributo de todos os que não se revêem no actual estado de Portugal e que reflectem sobre este tema.

Não se privilegiam ideologias, mas também não existem preconceitos. No entanto respeita-se a Constituição da República Portuguesa, a economia de mercado e a livre iniciativa.