Contagem decrescente

Março 21, 2011

Aproxima-se o dia D.

Amanhã o governo PS cairá na AR. E já cai tarde.

Deverá terminar aqui um ciclo dominado pelo socialismo económico e social, iniciado há 15 anos. Este ciclo conduziu ao empobrecimento económico e cívico de Portugal, pela via de implementação de políticas erradas, de caracter colectivista e centralizador, a par de uma clara sinalização de desresponsabilização individual e colectiva.

Em breve se iniciará (espero) um caminho que permitirá livrar Portugal do socialismo. As eleições antecipadas são uma oportunidade única para a direita propor a sua alternativa de desenvolvimento nacional. Este caminho deve ser iniciado logo que Sócrates se demita (ou seja demitido).

Apresentar propostas claras é um desafio. A direita não deve ter receio de avançar com um programa de governo de caracter economicamente liberal e socialmente baseado no mérito e promotor de competitividade, brio pessoal e profissional. Sobretudo exaltando o orgulho dos portugueses no trabalho bem feito.

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Estado de alma

Dezembro 29, 2010

Sair da crise, ganhar o país

Outubro 9, 2010

Para ajudar Portugal a sair da crise económica e financeira em que se encontra o PSD deve apresentar na Assembleia uma proposta de orçamento alternativo, que reduza a despesa do Estado e que simultâneamenrte dê um sinal claro de estimulo e confiança numa recuperação no futuro próximo.

Para tal deve obter previamente o apoio do CDS e do Presidente da República e preparar desde já um programa de governo, para assumir a governação assim que o PM se demita.

O programa de governo poderá não ser passível de aplicação de imediato, se o governo de iniciativa parlamentar não tiver plenos poderes até às eleições. Mas ficará claro que será esse programa que o PSD apresentará nas eleições no próximo ano.

Este programa deve ter como principal enfoque a redução estrutural do Estado na vida do país, apresentar as novas funções do Estado, as quais se deverão resumir à defesa nacional, segurança interna, finanças públicas, segurança social, justiça, administração do território e supervisão das actividades económicas. Deve ficar claro que o Estado não actuará em áreas que os privados podem assegurar essas funções: exemplo disso é a educação e a saúde. Igualmente deve privatizar todas as empresas onde o Estado ainda detém algum campital, incluíndo golden shares.Estou convencido que um plano destes é execuível. Encontrará resistências certamente, o socialismo está encrustado no pensamento e no modo de vida dos portugueses. Mas também encontrará apoio naqueles que estão desencantados com o Estado interventor na nossa vida diária. E sobretudo o país sairá vencedor.

Outubro 1, 2010

Nas próximas eleições presidenciais acrescentemos a seguinte opção ao boletim de voto: “Rei”! E uma forma de manifestarmos a nossa vontade e estou certo que se todos os monárquicos assim fizerem o nosso número de “votos” será divulgado! Passem a palavra!nas próximas eleições presidenciais acrescentemos a seguinte opção ao boletim de voto: “Rei”! E uma forma de manifestarmos a nossa vontade e estou certo que se todos os monárquicos assim fizerem o nosso número de “votos” será divulgado! Passem a palavra!

Falar para o novo Portugal

Agosto 23, 2010

O post que abaixo reproduzo leva-me a reforçar a ideia que é preciso pensar em soluções alternativas para o nosso país, e até para a UE.

É preciso pensar fora da caixa que foi construída no pós guerra, e que foi mantida graças ao crescimento económico e explosão demográfica que se verificou na Europa, até há pouco mais de 20 anos. Neste momento as condições favoráveis ao modelo económico social deixaram de existir. Não há como sustentar um Estado social abundante sem crescimento económico.

Para além disso, criou-se a mentalidade tendente a exacerbar os direitos de cidadania, desprezando os deveres de cada um perante a sociedade. Neste contexto, ao cidadão cabe quase exclusivamente o dever de pagar os impostos e deixar que o Estado, omnisciente, lhe preste todos os serviços.  Com a agravante que, mesmo que o cidadão não pretenda usufruir desses serviços (porque escolheu obtê-los por outra via), tem que pagar obrigatoriamente os impostos correspondentes (excluindo daqui a parte que é dever do cidadão, respeitante a componente solidária).

É preciso mudar esta mentalidade. Todos os que pensam diferente devem dar a sua voz por soluções diferentes. Chega de dogmas.

In 31 da Armada, 22/08/2010

(http://31daarmada.blogs.sapo.pt/4363423.html)

Sócrates voltou hoje a apresentar-se como o defensor irredutível do “estado social”, contra o cerco que acha que o PSD lhe está a fazer. Não há dúvida de que esta será a retórica do PS até às próximas legislativas. Por isso, é preciso que a direita perceba o seguinte: em Portugal, a maioria esmagadora da actual população activa urbana cresceu e viveu absolutamente dependente do Estado – trabalhando para o dito e/ou dele recebendo os mais diversos subsídios e subvenções. Mesmo no mundo rural, a agricultura foi há muito substituída pelo Estado como a principal fonte de rendimento (aliás, a própria agricultura que ainda resta também sobrevive porque é subsidiada). Este é o país que temos. É o país que é. Que, em grande medida – na ditadura e na democracia -, o obrigaram a ser. E o PS, por definição ideológica, é o partido deste Portugal – que alegremente troca a ambição por protecção, que suspeita dos que sobressaem e prefere a igualdade a qualquer custo, mesmo se essa igualdade significa a pobreza de todos. Sócrates não precisará de se esforçar muito para que este Portugal se sinta identificado com o seu discurso. Ele é, por excelência, a sua voz. Quem tentar fazer o mesmo, não passará de reles imitação.

No entanto, há um outro Portugal que surge. Porventura, é ainda geracionalmente demasiado definido, mas a sua influência começa a pressionar a velha ética do colectivismo e do assistencialismo. É o Portugal que cresceu na falência do Estado embalsamado que Sócrates venera. O Portugal dos que do Estado apenas esperam que este não os incomode mais do que o estritamente necessário. Dos que aproveitam a globalização para conhecer o mundo e comparar realidades, cujas raízes não serão num só sítio. Dos que querem arriscar e ter sucesso ou arriscar e falhar e arriscar de novo, em vários países, que não acham que devemos todos viver em rebanho mas, pelo contrário, que cada um deve poder procurar a felicidade à sua maneira, livremente desenvolvendo os seus talentos.

Se a direita quiser servir para alguma coisa, tem e perceber que há um Portugal mental velho, que espera do Estado a doação de um modo de vida, e um Portugal mental novo. Se quiser ter uma influência duradoura no governo do país, é para este último que tem de falar, construindo uma narrativa ideológica consistente e um discurso que suporte intelectualmente essa mudança geracional e sociológica. Tem de falar, com coerência e propostas concretas, de liberdade. Se o PS é o partido dos instalados do velho Portugal, a direita tem de ser a escolha natural do novo Portugal: de gente livre, cosmopolita, empreendedora e ambiciosa.

Representação democrática

Agosto 7, 2010

A pretexto das propostas de alteração da constituição apresentadas por um grupo de trabalho patrocinado pelo PSD, voltei a reflectir sobre se o leque partidário português serve a Nação.

A maioria das propostas é bastante válida, sobretudo as relativas à organização económica, procurando retirar da constituição toda a carga socialista herdada do PREC. No entanto bastou uma semana de críticas avulsas e sem fundamento, por parte daqueles que escreveram ou são seus descendentes políticos, para que o PSD viesse a terreno dizer que eram só propostas estas seriam objecto de revisão.

Quando se apresentam propostas que se supõem sérias e reflectidas, há a obrigação de as defender. Isto se facto os proponentes ou patrocinadores acreditam de facto naquilo que propõem.

A Constituição é demasiado programática. Indica qual o modelo económico que a Nação tem que adoptar. Para aqueles que discordam desta orientação socializante da vida de um país, as propostas patrocinadas pelo PSD eram um lufada de ar fresco. Mas os patrocinadores não estão à altura das propostas.

É interessante que em Portugal não há um único partido de direita! Temos um partido Socialista, um Social Democrata, o Centro Democrático Social, um Comunista e um de Esquerda. Nenhum é de direita. Tirando os obviamente de esquerda, o PSD é centro direita, o CDS também, o PS é centro esquerda.

Faz falta um partido assumidamente de direita em Portugal. Direita Liberal, que devolva (alguma vez existiu?) aos cidadãos a possibilidade de escolha do regime económico e social em que quer viver. Que defenda que o Estado deve ter apenas um papel de supervisão na vida económica. Um Estado que não seja prestador de serviços para além da defesa, segurança e administração do território.

Um partido que ponha em pé de igualdade os direitos e os deveres dos cidadãos. Hoje em dia só se reivindicam os direitos, não se evocam os deveres.

Elites

Maio 11, 2010

Elite é uma palavra quase maldita em Portugal. É associado a classe privilegiada, aqueles que estão acima dos demais, sem mérito. No entanto a origem da palavra remonta ao latim eligere  – eleger.

Assim, podemos concluir que a elite constitui um grupo social de eleitos, que normalmente assume posição de liderança relativamente à sociedade onde se insere.

Uma sociedade moderna tem sempre as suas elites. Exemplo disso são os governantes, na maioria dos caso eleitos pelos cidadãos do seu país. Espera-se que os membros dessas elites tenham a capacidade de liderança e a preparação necessárias à posição para a qual são eleitos.

De entre as elites, a elite consubstanciada numa Família Real é aquela que por natureza mais estará preparada para assumir posições de liderança de uma Nação. Isto porque o processo de sucessão dinástica incentiva (condiciona mesmo) o futuro sucessor ou conjunto de possíveis sucessores a ter uma formação específica com o objectivo de assumir a liderança do seu país. Desde a nascença o futuro descendente aprende as tarefas inerente à condição de monarca.

Dificilmente outro cidadão estará em melhores condições para liderar o país. Certamente haverá excepções, casos em que a personalidade do sucessor é de todo incompatível com o exercício de tais funções. No entanto a maioria dos Reis e Rainhas que, ao longo da história das monarquias europeias, têm estado à altura da responsabilidade.

Mudar atitudes

Maio 9, 2010

Parece-me claro que a atitude dos cidadãos portugueses face ao seu país é consequência, por um lado, do abandono a que foram votados durante o Estado Novo e, por outro, da ideologia socialista anti pátria que foi implementada no pós-25 de Abril.
O controlo da vida do cidadão comum durante mais de 40 anos minou a capacidade de intervenção cívica em prol da comunidade. O socialismo desresponsabilizante colocou nas mãos do Estado a intervenção cívica e social.
É essencial mudar esta atitude. O nosso país só pode realmente progredir se cada português assumir a sua parte, não deixando ao Estado a responsabilidade de tudo decidir e executar. Até porque o Estado não é uma entidade abstrata: é formado por pessoas, cidadãos que sobretudo decidem e executam de acordo com as suas ideologias.

Um examplo gritante é o que se passa com educação em Portugal, que vai de mal a pior. E quem decide o rumo da educação é um ministério ideologicamente de esquerda, não permitindo que os estudantes tenham currículos alternativos, nas escolas que escolham, com autonomia pedagógica. Porque não podemos escolher? Porque é que as escolas não têm autonomia pedagógica e de contratação de professores e de admissão de alunos?
O ensino não tem que ser exclusividade do Estado. Deve ser uma actividade desenvolvida pela sociedade, através da iniciativa privada.
Escolas profissionais e especializadas em determinadas actividades económicas, permitiriam formar cidadãos úteis para a sociedade. Para que tal suceda há que mudar mentalidades, começando por derrubar o mito da universalidade do ensino padronizado. Nem todos têm que ter formação universitária clássica: os cursos médios, orientados para o desempenho de funções operacionais têm tanto valor como o ensino superior, basta pensar na variedade de actividades necessárias à vida em comunidade.

Gestão Pública

Maio 2, 2010

Quando numa empresa se pensa num projecto de investimento, calcula-se o retorno que este irá gerar e quando superará o custo inicial e os encargos de financiamento.

Num Estado deveria ser assim também. É praticamente sempre possível quantificar os efeitos que um investimento público tem na economia e finanças de uma Nação. Então porque não se faz? E se se faz, porque não se divulga? Para ser avaliado pelos cidadãos, especialistas ou não (há diversas formas de explicar o economês).

Só vejo uma de duas razões: não se faz, ou faz-se mas o retorno não supera os custos com o investimento.

Restaurar a Nação

Abril 2, 2010

Portugal está em crise. Não só em crise financeira, está em crise económica, social, educacional, de segurança, de esperança, de confiança, política, da saúde, da justiça, de emprego, de crescimento, enfim, está em Crise!

Diagnósticos há muitos. Os partidos têm vários, os especialistas, outros tantos, os comentadores profissionais também, o Presidente acho que tem um mas não diz porque tem que medir as palavras, enfim, todos têm um diagnóstico.

Mas e o que fazer? O que acham os portugueses? Bem, parece que 40% votam nas eleições e presume-se que se sentem representados pelos partidos em que votam. Depois há os outros 60% que não votam. Porquê?
Temos também algumas manifestações vindas daqueles que trabalham em sectores onde os sindicatos têm força, e fazem greves que prejudicam todos em proveito de alguns, aqueles que se vão orientando pelos buracos da lei, os que se vão orientando com subsídios e rendimentos mínimos, os que têm ordens profissionais que defendem os seu interesses acima de tudo, os que se orientam com os dinheiros públicos empregues em construções e investimentos menos públicos, enfim, os que se vão orientando.
E no meio de tudo isto, como fica a Nação? O que somos? Onde queremos estar daqui a 5 anos? E a 25? Alguém no governo, na presidência, na oposição, tem uma proposta? Uma ideia sequer?
Tenho para mim que uma Nação que não tem rumo não tem futuro. A nossa história mostra-nos que quando houve rumo houve futuro, crescemos como povo e gerámos desenvolvimento. Tivémos gente de visão, verdadeiros estadistas, ao longo dos vários séculos como Nação independente.
E hoje?
Não me resigno a esta situação. Temos concerteza gente capaz de liderar a mudança, de restabelecer a confiança, de dizer: é este o caminho! Com honestidade! Com verdade, sinceridade, sem interesses que não sejam os da Nação.
Em resumo, há que Restaurar a Nação!